Na diversidade das equipas — de gerações, culturas, funções, formações — o problema nunca são as diferenças, mas a forma como lidamos com elas. Existem 4 "armadilhas" as quais as lideranças, muitas vezes, não dão por isso.
Quais são essas armadilhas?
1. Certezas. A convicção de que a nossa leitura da situação é a correta e que quem discorda está enganado. Dá um sentimento de eficiência e clareza, mas fecha a porta às conversas que geram avanços reais. É precisamente nos momentos de maior confiança que a convicção substitui a curiosidade e a capacidade de escuta.
2. Incoerências. A distância entre o que se diz valorizar e o que se faz sob pressão. Exemplos? Quem afirma valorizar o trabalho de equipa e reconhece apenas o desempenho individual. Ou, quem diz valorizar a escuta e interrompe os outros nas reuniões. Raramente é hipocrisia — são os erros normais do comportamento humano. Mas, as pessoas prestam muito mais atenção ao que a liderança faz do que aquilo que diz. A confiança começa a perder-se nessas pequenas coisas.
3. Reatividade emocional. O mesmo comentário que uma pessoa esquece em cinco minutos pode ocupar a cabeça de outra durante dias. As reações são moldadas por fatores invisíveis: personalidade, história pessoal, normas culturais, nível de stress, etc. O objetivo não é eliminar as emoções — mas, deixar de as classificar como se fosse uma resposta exagerada e passar a olhá-las com mais curiosidade.
4. Justificação. Explicamos e defendemos o nosso comportamento em vez de o examinarmos. A forma mais comum e prejudicial é a justificação da inação: convencermo-nos de que evitar um tema difícil é prudente, quando é apenas confortável. O assunto não desaparece — passou para debaixo da mesa e continua a retirar confiança e desempenho na equipa, todos os dias.