Num dia de forte tempestade de neve no início de janeiro de 1982, um Boeing 737 da Air Florida, após uma espera de 50 minutos depois de ter realizado a descongelação, preparava-se para levantar voo do aeroporto de Washington. O aeroporto estava parcialmente encerrado tendo em conta as más condições climatéricas.
Durante o tempo de espera na pista, o co-piloto - Roger Pettit, reparou que havia gelo nas asas e comentou com o comandante, Larry Wheaton, que não deu importância. Esta era uma equipa com pouca experiência de voo com neve e gelo. Na preparação para o avião levantar voo, o co-piloto estranhou a leitura dos instrumentos e disse que alguma coisa não estava bem.
A equipa de pilotos não usou o sistema anti-gelo dos motores. E os sensores que mediam a potência dos motores estavam bloqueados pelo gelo, mostrando valores mais elevados do que os reais...
O comandante ignorou o comentário do co-piloto e respondeu que estava tudo bem. Nas conversas gravadas, ouve-se o co-piloto a insistir, mas de forma hesitante e indireta. Como quem pergunta e não como quem quer deixar um sério aviso. O comandante nem sequer parou para ver e verificar.
Segundos depois, o avião, após a descolagem foi contra a ponte da 14th Street e caiu no rio Potomac.
Após vários erros cometidos, o que mais custa aceitar é que a informação certa era do conhecimento da equipa de pilotos. Era possível abortar a descolagem. Faltou escuta e dizê-lo com a assertividade que a situação merecia.