Storytelling #52 - De Kiev... Para Silicon Valley

 
Tue, 27 April 2021 | #lições #experiências
"Everything started as nothing."
Ben Weissenstein

Koum, foi criado numa vila nos arredores de Kiev, na Ucrânia. Era filho único de uma dona de casa e de um construtor civil. A sua casa nem sequer tinha água quente e o telefone mal funcionava.

Aos 16 anos, Koum imigrou com a mãe para os Estados Unidos, por causa do clima de agitação política que se vivia na Ucrânia. Nos EUA, a mãe ajudava a cuidar de crianças enquanto Koum varria o chão de uma mercearia.

Aos 18 anos Koum, para sobreviver, arranjava computadores e aprendia sozinho como trabalhar com redes informáticas. Comprava manuais numa livraria e devolvia-os depois de terminar para poupar dinheiro. Juntou-se a um grupo de hackers. Invadia os servidores de grandes empresas, e conversava online com os seus fundadores.

Mais tarde inscreveu-se na Universidade de San Jose e trabalhava na área da segurança informática. Passou pelo início da Yahoo enquanto estudava. Um dia a empresa teve um problema grave num dos servidores. Um dos fundadores ligou-lhe para pedir ajuda.

- "Estou numa aula".

Respondeu Koum discretamente.

Saiu da aula para oferecer ajuda, e depois disso não voltou à universidade. Como ele diz:

- “Eu odiava a universidade, de qualquer forma...”

Koum deixou algum tempo depois a Yahoo e ficou um ano a viajar pela América do Sul. Candidatou-se para trabalhar no Facebook, mas não conseguiu. Em 2009 comprou um iPhone e percebeu que uma nova indústria de aplicações estava a surgir. Vendeu a ideia que tinha na sua cabeça a investidores e escolheu o nome ‘WhatsApp’ para a sua aplicação. Esta aplicação ainda não estava escrita. Só existia na sua cabeça. Por isso Koum passou muitos dias seguidos a criar o código para ligar a aplicação a qualquer número de telefone do mundo.

Passados uns tempos eram mais de 200 milhões de utilizadores. E este número não parou de aumentar até aos dias de hoje. Esta história termina com Jan Koum a assinar um acordo de 19 bilhões de dólares para vender a sua empresa ao Facebook. Precisamente aquela empresa que uns anos mais antes o tinha ‘rejeitado’...