Solomon Asch, um psicólogo social americano de origem polaca, estava decidido a compreender como é que um indivíduo se conforma com a decisão de um grupo, mesmo sabendo que esta pode estar errada. Sabemos que a conformidade é definida como o ajuste de opiniões ou pensamentos de uma pessoa para que fiquem mais alinhados com os das outras pessoas, ou com os padrões normativos de um determinado grupo social.
Por isso na sua experiência, Asch selecionou 50 estudantes universitários do sexo masculino para participarem num teste. Neste ensaio os alunos teriam que identificar em cartolinas diferentes, qual era a linha do cartão mais comprida. No entanto, os alunos envolvidos na experiência não sabiam que os outros que estavam na sala durante o teste eram atores e seguiam guiões e, por vezes, selecionavam de forma intencional a resposta errada.
Asch descobriu que, em média, em vários testes diferentes, muitos dos participantes confirmaram as respostas incorretas selecionadas por uma maioria do grupo que estava na sala, e somente cerca de 30% não se conformaram, e responderam de forma contrária ao grupo opondo-se à maioria que estava a dar a resposta incorreta.
Por seu lado, no grupo de controle que integrava apenas alunos e não tinha nenhum ator, menos de 1% por cento dos participantes escolheram a resposta errada.
A experiência de Asch demonstrou que as pessoas tendem a adaptarem-se à opinião ou à regra da maioria dos grupos a que pertencem (pressão à conformidade). Isso porque têm a crença que o grupo está mais bem informado do que o indivíduo. Isso explica porque algumas pessoas mudam comportamentos ou crenças quando estão num novo grupo ou ambiente social, mesmo quando isso vai contra comportamentos ou crenças anteriores.
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