O pequeno stress é diferente do tipo de stress com o qual todos estamos habituados. O stress quando é grande, torna-se visível e óbvio. Praticamente todos o conseguem reconhecer. Por outro lado, o pequeno stress é muito menos percetível. Tem origem em diferentes momentos difíceis que registamos quando encontramos um obstáculo no caminho. Estes sinais chegam até nós rapidamente quando estamos com outras preocupações, por isso mal percebemos que aconteceram.
Isso acontece em situações como - uma mensagem preocupante de um filho no telefone enquanto estamos numa reunião; um colega que quer desabafar enquanto estamos a validar um documento ou ter de dizer à equipa que o projeto no qual todos estão a trabalhar muitas horas não é uma prioridade. Todos estes sinais acabam por serem tão inofensivos, tão pequenos e breves, que não desencadeiam uma resposta normal nos nossos cérebros. Mas, instalam-se nas nossas mentes e aumentam com o tempo. Ou seja, o impacto a longo prazo desta acumulação acaba por nos fragilizar:
- Esgota a nossa energia,
- Prejudica a nossa saúde física e emocional;
- Contribui para um declínio no nosso bem-estar geral.
Como fazer?
- Evite o pequeno stress de forma prática e concreta. Exemplo – desligue as notificações de telefone ou avise a equipa que nos próximos 30 minutos está ocupado a rever emails.
- Esteja atento aos sinais em si e nos outros. Isso não irá apenas ajudá-los, mas ajudá-lo a si também.
- Coloque-se num nível mais elevado. Uma das razões pelas quais alguns pequenos stresses nos afetam é porque permitimos que isso aconteça. Podemos, e devemos, aprender a manter alguns deles em perspetiva e a relativizar as coisas.
- Crie responsabilidade partilhada. Pare de tentar fazer tudo, e delegue.
- Seja menos perfecionista. Permita falhas controladas e aprenda com isso. A experiência, mesmo que negativa, pode ser vista como tendo um lado bom.