Storytelling #3

sexta, 31 março 2017 12:21

"Não só há mais na vida para além do basquetebol, como também há muito mais que basquetebol no basquetebol." - Phil Jackson

No dia 13 de maio de 1994 na cidade de Chicago, mais concretamente no Chicago Stadium onde joga a famosa equipa da NBA – Chicago Bulls, a pergunta que se fez foi - Onde estava Scottie Pippen quando a equipa mais precisava dele?

O marcador estava empatado, 102-102, depois do Patrick Ewing dos New York Knicks meter dois pontos. Faltava 1,8 segundos. Os Bulls tinham a posse da bola e o seu treinador - Phil Jackson - pediu estrategicamente um minuto de desconto de tempo para alinhar a sua equipa.

Nesse dia, no público estavam mais de 18.500 espetadores. A euforia era total.

O treinador dos Bulls desenhou uma estratégia na qual Toni Kukoc assumia a responsabilidade de ter nas suas mãos a bola do jogo. Quando isso aconteceu Pippen disse um palavrão e continuou: "Estou cansado disso". Depois, sentou-se.

Alguns dos seus colegas apelaram: "Pip, vamos, levanta-te. O que estás a fazer?"

A situação mais incrível estava por acontecer - Pippen recusou voltar ao jogo. Com os Bulls apenas com quatro jogadores, Jackson viu-se forçado a pedir um segundo desconto de tempo.

Jackson meteu Pete Myers no lugar de Pippen. Myers passou a bola para Toni Kukoc, que fugiu ao seu defensor -Anthony Mason – e meteu o lançamento dando a vitória aos Bulls por 104-102. Era a quarta vez nessa temporada que Kukoc fazia um longo lançamento para ganhar um jogo em cima do toque final.

Depois do jogo, Jackson disse aos jornalistas: "Quanto à última fase do jogo, o Scottie Pippen não estava envolvido na jogada que desenhei para a equipa, por isso pediu para sair. E é tudo o que vou dizer sobre este assunto. No final ganhámos e isso é que interessa!".

Esta história relembra-nos momentos que certamente acontecerão diariamente em muitas equipas, quando alguém pensa mais nele que na própria equipa. Ou quando um membro da equipa pensa que a equipa existe para servir o seu sucesso individual. Muitas equipas acabam por quebrar quando têm nelas elementos mais preocupados com os seus objetivos e resultados individuais. O que fazer? Procurar mudar esta mentalidade individualista transmitindo as expectativas no trabalho coletivo. E se não resultar? Deixá-los sentados no banco, mesmo que sejam essenciais para o bom desempenho da equipa. Se verdadeiramente quiserem fazer parte, mais tarde ou mais cedo vão perceber os verdadeiros valores de uma equipa.

 

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