Storytelling #38

quarta, 26 fevereiro 2020 12:25

"How people treat you is their Karma, how you react is yours." 

-Wayne Dyer

O Espírito Ubuntu 

 

Era uma vez, um antropólogo que estudava os hábitos e costumes de uma tribo Africana. Terminado o seu trabalho, teve de esperar pelo transporte que o levava ao aeroporto para regressar a casa. Ao longo do seu trabalho esteve frequentemente rodeado pelas crianças da tribo. Por isso, enquanto esperava, começou a jogar com elas para passar o tempo. 

Como ele tinha comprado muitos doces na cidade mais próxima, colocou tudo num cesto prendendo-a com uma fita debaixo de uma árvore. Longe da árvore desenhou uma linha no chão e explicou às crianças que deveriam esperar atrás da linha pelo sinal dele. Quando ele desse o sinal, iniciavam a corrida.  Os que chegassem em primeiro lugar ganhavam e ficavam com os doces. 

O homem deu o sinal. E para seu espanto todos deram as mãos e correram em direção ao cesto que estava debaixo da árvore. Foram em grupo como se fossem um só. Rodearam o cesto, partilharam os doces e comeram com alegria. O antropólogo ficou muito surpreendido. Perguntou-lhes porque tinham ido juntos? Se o primeiro a chegar à árvore poderia ter ganho tudo? 

Uma pequena menina respondeu-lhe com naturalidade: "Como é que um de nós pode ser feliz se todos os outros ficam tristes?" 

Ubuntu era a essência desta tribo. Mas o que é isso de Ubuntu? 

Os africanos têm uma coisa chamada ubuntu. O espírito Ubuntu fala sobre a essência do ser humano, faz parte da África mas está presente em todo o mundo. Esta filosofia fala da preocupação com os outros, de cuidar do outro e da disponibilidade de ir além por causa do outro. Quem pratica o Ubuntu acredita que cada um de nós é uma pessoa através das outras pessoas. É uma ideia em que a humanidade de cada um está envolvida, ligada, e interdependente dos outros. Para o espírito Ubuntu o ser humano solitário é uma contradição da natureza. Isto implica que qualquer um de nós trabalha para o bem comum, porque a nossa humanidade só ganha sentido na comunidade. Para isso temos de sentir que pertencemos a algo maior que nós próprios.

 

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