Storytelling #31

terça, 30 julho 2019 11:33

"Example is important to lead. But how do we get them to be better then they think they can be? Inspiration, perhaps." - Nelson Mandela em conversa com o capitão François Pienaar

Era uma vez... uma equipa inspirada que uniu 56 milhões de pessoas.

 

A equipa sul africana de râguebi, cujo apelido é Springbok, uma espécie de antílope da fauna local, comemorou em Junho de 1995 o seu primeiro título de Campeã do Mundo. No jogo da final enfrentou e venceu a poderosa seleção da Nova Zelândia.

Esta era uma equipa constituída por apenas 15 jogadores que representavam uma nação dividida pelo apartheid. Somente um deles, Chester Williams, era negro. O râguebi, desporto eleito pelos brancos na África do Sul, era rejeitado pela maioria negra. No centro de toda esta história esteve Nelson Mandela, um ano apenas após ser eleito o primeiro Presidente não-branco da África do Sul.

No dia do jogo da final, o mundo centrou a sua atenção em Mandela, cuja presença no estádio significou muito mais que um simples jogo de râguebi.

A capacidade mental e psicológica para enfrentar desafios como este jogo, carece de controlo para lidar com tanta pressão. Um bom capitão e outros líderes que suportem a equipa são decisivos nesta capacidade de controlo. O râguebi é um jogo muito técnico e tático. Além disso apela ao confronto físico! O confronto é permanente, por isso os jogadores precisam estar fortes. Fortes na velocidade, mobilidade, no poder explosivo, mas acima de tudo na capacidade para resistir e nas ligações entre eles enquanto equipa – explica o ex-treinador Peter Villers. A equipa da Africa do Sul teve tudo isto, mesmo enfrentando uma seleção que em ‘teoria’ era bem mais forte. Mandela mostrou ao país e ao mundo inteiro que não era preciso ter medo. Nem brancos nem negros. No fim, existiria um só país. E isso expressa o quanto ele foi um líder autêntico que conseguiu amar, perdoar e inspirar.

Esta equipa ao vencer foi o elo de ligação entre dois “países”. Mandela, o treinador Peter Villers, a liderança em campo do lendário capitão François Pienaar, e toda a equipa, convenceram os negros a torcerem em nome de um único país. Desde o detalhe de colocar toda a seleção a cantar o mesmo hino, até fazerem a sua preparação com treinos abertos às crianças em comunidades tipicamente negras, tudo isso permitiu a construção de uma visão poderosa - ter 56 milhões de pessoas unidas à volta de um só objetivo comum, a torcer e a celebrar em conjunto. Antes de iniciar o jogo da final, Mandela fez questão de descer ao campo e cumprimentar um a um todos os jogadores. Nesse momento deu duas mensagens especiais a François e a Chester.

– François, obrigado pelo que você fez pelo nosso país – disse Mandela, ao capitão da equipa, François Pienaar.

- Estou muito orgulhoso de ti Chester. Agora vai lá e faz toda a África do Sul ter orgulho - disse Mandela ao ouvido do único jogador negro da seleção.

 

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