Storytelling #18

terça, 26 junho 2018 09:01

"Concordo com D.Quixote: o meu repouso é a batalha." - Pablo Picasso

D. Quixote e Sancho Pança

Mesmo passados 400 anos da história escrita por Miguel Cervantes, esta obra prima continua a deixar-nos mensagens que fazem repensar o nosso dia-a-dia. Uma obra prima que vale a pena revisitar.

 

Quixote a Sancho

Refere Sancho:

- Esse meu mestre, por mil sinais, foi visto como um lunático, e também eu não fiquei para trás, pois sou mais pateta que ele, já que o sigo e o sirvo, se é verdadeiro o refrão que diz: ‘diga-me com quem anda e te direi quem és’ e o outro de ‘não com quem nasce, mas com quem passa.’

Fica o alerta de Sancho Pança, quando suportamos pessoas ou as suas ações, somos uma extensão delas ou dos seus ideais. Mesmo quando não estamos de acordo.

A dupla de D. Quixote e Sancho Pança ajuda-nos a perceber que todos precisamos de alguém ao nosso lado que nos desafie. Que nos fale verdade e que imponha limites que a nossa consciência não coloca. Evitando assim alguns problemas. Estas duas figuras são complementares. Pensam diferente e até são diferentes em termos físicos. Este jogo dos opostos reforça a importância de encorajarmos as diferenças ao nosso lado em vez de as eliminarmos.

 

Os moinhos de vento

- Que gigantes? – pergunta Sancho.

- Aqueles que além vês de braços desmesurados. Alguns medem quase duas léguas de comprido...

- Atente bem, Vossa Mercê. O que se descortina além fora não são gigantes, mas moinhos de vento. E o que parecem braços não são senão as velas que, sopradas pela aragem, fazem girar as mós.

Os moinhos de vento representam uma luta contra algo que está à partida perdido. Uma luta que nem o escudeiro, Sancho Pança, percebe. Lutas em que várias vezes nós entramos e não percebemos que não as podemos ganhar, mas insistimos nelas vendo coisas que só o nosso imaginário percebe. Como o protagonista - D. Quixote, caímos do cavalo, mas voltamos à luta convencidos que é possível um dia ganhar. Ou pelo contrário, esta parte da história pode representar uma inspiração para quem sonha mais além. Para quem é empreendedor. Aquele que vê algo que os outros não percebem, mas ele persegue.

 

 

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